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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Veja como foi: "Seminário de Luta em Defesa da Saúde e Educação Públicas" do SINDTIFES (Pará)


SINDTIFES ENCERRA SEMINÁRIO DE LUTA EM DEFESA DA SAÚDE E EDUCAÇÃO PÚBLICAS




Foi com o auditório lotado que trabalhadores da saúde, educação e estudantes encerraram o Seminário de Luta em Defesa da Saúde e Educação Públicas, realizado durante o dia de ontem (28/11/2012), no Centro de Excelência em Eficiência Energética da Amazônia (Ceamazon), da UFPA.

O seminário reuniu 120 participantes que debateram a tentativa do governo Dilma em colocar uma empresa privada, a EBSERH, para administrar os Hospitais Universitários (HUs), com a edição da Lei 12.550/2011. O encontro faz parte das ações que estão sendo programadas em conjunto com sindicatos de trabalhadores da saúde, educação e estudantes, para impedir que a EBSERH se torne a gestora dos hospitais universitários.

O Sindtifes lamenta a ausência dos diretores Paulo Amorim, do hospital Bettina Ferro, e Eduardo Leitão, do hospital Barros Barreto que, como gestores públicos de saúde, deveriam colaborar com a construção de um Sistema Único de Saúde de qualidade nos hospitais universitários, bem como o reitor da UFPA, Carlos Maneschy, que também não compareceu.

O Sistema Único de Saúde (SUS) é do povo, para servir ao povo, e não ao setor empresarial. Se a EBSERH passar a gerir os hospitais Barros Barreto e Bettina Ferro, os trabalhadores fundacionais, que representam metade da força de trabalho desses hospitais, serão demitidos em massa, pois a EBSERH irá contratar novos servidores. Além disso, o ensino e a pesquisa estarão comprometidos.

Os HUs atravessam uma grave crise de infraestrutura: faltam medicamentos, leitos, médicos, enfermeiros, entre outras necessidades dos usuários, que o governo afirma não ter recursos para amenizar a crise. Mas o que vemos são milhões de reais sendo roubados do povo brasileiro com os vários escândalos de corrupção que assistimos na mídia, todos os dias.

Para defender um sistema de saúde gratuito e de qualidade, os organizadores do seminário estão programando uma agenda de atividades que incluem: paralisação nos hospitais para chamar a atenção de servidores e usuários para a gravidade do problema; consulta a toda comunidade universitária, através de plebiscito, para saber se aqueles que constroem a universidade aceitam ou não uma empresa privada administrando o que é do público; formação de comissões em locais de trabalho para discussão do assunto; abaixo-assinado virtual, fóruns e comitês contra a privatização da saúde pública; audiências com conselheiros de saúde do estado e mobilizações junto a associações de bairros, onde reside a camada pobre da população, principal usuária do SUS e uma articulação com a presidência nacional da OAB para derrotar essa estratégia do governo federal de transferir os serviços de saúde e educação nas mãos da iniciativa privada.

O momento é de intensificar as ações contra a EBSERH para avançarmos na luta!

*Retirado do Sindtifes
**Enviado por Iraneide Rocha

Espanha: protesto de repúdio a cortes do orçamento da saúde e contra a privatização de hospitais


Setor da saúde pública madrilenha em revolta


Milhares de profissionais da saúde e pacientes participaram em Madrid (Espanha) do protesto contra os cortes na saúde e contra a decisão do governo regional de privatizar a gestão de alguns hospitais da  comunidade.

Percebam na foto o quanto o protesto foi massificado! (Fonte: Facebook)
Com a presença de diferentes sindicatos da saúde, os manifestantes defendem que é preciso evitar que o  setor privado meta a mão na parte lucrativa do sistema.

“A coisa mais triste é que estão a transformar o sistema num mercado. A saúde, como a educação não deve ser um mercado. Estão a criar centros de saúde, como criam lojas”.

“Não podem privatizar uma coisa que pertence a todos e que está pago pelos nossos impostos”.

A decisão do governo conservador de Mariano Rajoy visa economizar 7 bilhões de euros por ano em saúde, o que obrigou as regiões, que administram o serviço, a reduzirem seus orçamentos.

Manifestantes protestam nesta terça-feira (27) contra a privatização 
da saúde em Madri (Foto: AFP) (Fonte: G1)
Alguns dos manifestantes recolhiam assinaturas contra as medidas do executivo regional, a centenas de metros da Câmara dos Deputados, que foi cercada e está protegida por efetivos policiais.

A manifestação acaba com uma greve de 48 horas dos 75.000 funcionários da saúde pública madrilenha que começou na segunda-feira e voltará a se repetir nos dias 04 e 05 de dezembro.

*Retirado do Euronews


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Consuni aprova adesão da UFAM à Ebserh


31/10/2012


Cinco horas de intenso debate com ampla maioria de manifestações contrárias à privatização da gestão do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) não foram suficientes para convencer os titulares do Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) dos prejuízos que a medida trará à comunidade acadêmica e à população em geral. Por 23 votos favoráveis, 17 contrários e uma abstenção, a Ufam aprovou, nesta quarta-feira (31/10/2012), a adesão à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), entidade que passará a administrar o HUGV.

A deliberação tomada pelo Consuni da Ufam acompanha o “prenúncio” revelado, de maneira tachativa, pelo presidente da Ebserh, José Rubens Rebelatto, em reunião na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em maio deste ano, de que a adesão dos HUs é inevitável. “Não há qualquer possibilidade dos hospitais universitários deixarem de aderir”, disse. “As instituições que não aderirem à empresa continuarão sendo financiadas pelo Rehuf [Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais], mas não terão as questões de pessoal solucionadas pelo programa”.

O presidente da Associação dos Docentes da Ufam (Adua), José Belizario, ressente que a Universidade não tenha criado mecanismos para ampliar o debate sobre o assunto com a comunidade acadêmica e também com a sociedade. “A administração superior da Ufam não debateu com a comunidade acadêmica e a população de um modo geral. O HUGV é um dos maiores patrimônios da população amazonense e essa não foi esclarecida sobre o que significa a adesão da Ufam à Ebserh. Estamos preocupados com as ações governistas desestruturantes da educação e saúde públicas”.

Ao contrário, a Adua - Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas - Seção Sindical, juntamente com outras entidades do setor da educação e da saúde, denunciou, por meio de uma coletiva de imprensa realizada no dia 03 de outubro de 2012, a privatização do HUGV a partir da adesão à Ebserh. Mais recentemente, no dia 25, promoveu a Mesa Redonda “Saúde Pública, Universidade e Ebserh: questões políticas e legais”, para ajudar a elucidar os “pontos preocupantes” da Lei 12.550/11, que criou a Empresa. Para isso, contou com a presença de profissionais do direito e ainda da saúde, ao destacar questões que podem ser objetos de futuras contestações judiciais.

No início da reunião do Consuni, Belizario distribuiu aos conselheiros um documento que expressa inquietações da Adua e do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam) em relação à Ebserh, objetivando contribuir com a avaliação geral. “Essa lei [12.550/11] tem vários mecanismos que comprovam o caráter de privatização do serviço. Precisamos, no mínimo, discutir mais sobre esse tema. Em outros estados, o presidente da Ebserh, fez palestras para explicar o tema. Por que não foi feito no Amazonas? Por que não houve um amplo debate com a população? Precisamos garantir um hospital público, de qualidade para a população e para os acadêmicos”, criticou Belizario.


O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mário Viana, ressaltou que o Conselho Nacional de Saúde, considerada instância máxima da área, publicou uma nota de repúdio contra a implementação da Ebserh nos hospitais universitários do País. “Essa lei é anticonstitucional e vai trazer prejuízos para o trabalhador da área da saúde que irá perder uma opção de trabalho concursado que é o HUGV”, afirmou.

A coordenadora de Comunicação do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam), Crizolda Araújo, alertou que a mudança de administração não irá garantir o trabalho dos quase 300 funcionários terceirizados que terão seus contratos finalizados no próximo dia 30 de novembro. “A diferença é que agora os contratos não serão por concurso e sim por análise de currículo, ou seja, indicação. Isso vai acabar com os profissionais comprometidos com o HUGV, principalmente os que valorizam a pesquisa”, disse.

Mas, as avaliações e manifestações negativas em relação à Ebserh não surtiram efeito e o Consuni, contrariando a própria moção de repúdio ao PL 1949/2011, (que, naquela ocasião, criava a Ebserh), aprovada em reunião ordinária no dia 31 de agosto de 2011, voltou atrás e, diferente de colegiados de outras universidades, aprovou a matéria.

Rejeição à Ebserh

Em âmbito nacional, até o momento, duas Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) já rejeitaram a adesão à Ebserh: a Universidade Federal do Paraná (UFPR), à qual estão vinculados o Hospital de Clínicas e a Maternidade Victor Ferreira do Amaral, e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com o Hospital Universitário Alcides Carneiro.

Conforme matéria publicada pelo Andes-SN, na última terça-feira (30), a diretora do HU Alcides Carneiro, Berenice Borges, classificou a decisão do Colegiado Pleno como importantíssima, pois permitirá à UFCG buscar a Justiça Federal e informar que a proposta de adesão à Ebserh foi rejeitada, e que a saída para solucionar a situação precarizada dos 156 funcionários terceirizados é a realização de concurso público através do Regime Jurídico Único. Ela explicou que a justiça vem há anos pressionando o Hospital Universitário e a UFCG para encontrar uma solução para a terceirização.

A rede de hospitais universitários federais é formada por 46 hospitais vinculados a 32 universidades federais.

Fonte: Adua

*Retirado da ADUA

Em Mato Grosso está bombando a luta contra as Organizações Sociais!

Servidor pressiona pelo fim da "privatização" na Saúde
Categoria quer fim da terceirização e defende troca de gestor

POR LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO


Servidores públicos da Saúde realizaram, na tarde desta quarta-feira (31/10/2012), a entrega oficial de 26,8 mil assinaturas na Assembleia Legislativa, pedindo pela votação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular contra a implantação das OSS (Organizações Sociais de Saúde) no Estado.

As assinaturas foram colhidas pelos 16 polos regionais de Saúde nos 141 municípios de Mato Grosso.

Centenas de pessoas participaram do ato, entre representantes da Saúde na Capital e nos municípios de Colíder, Sorriso, Cáceres, Rondonópolis, Tangará da Serra, Água, Boa, Peixoto de Azevedo e Porto Alegre do Norte. Na semana passada, a categoria realizou a entrega simbólica das assinaturas no Legislativo.

Presidente do Sisma-MT (Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente de Mato Grosso) – entidade que representa a categoria –, a servidora Alzita Ormond ressaltou a importância do ato para demonstrar ao Governo do Estado a insatisfação da população com os serviços prestados pelas OSS.

“A população quer mostrar ao governo que as Organizações Sociais não estão atendendo às suas necessidades, seja com medicamentos, cirurgias, ou qualquer outro serviço. Com essas assinaturas nós estamos propondo uma Lei de Iniciativa Popular, onde a população pede para que as leis complementares 150 e 417 [artigos que permitem a terceirização das unidades de saúde no Estado] sejam revogadas”, afirmou.

Ormond lamentou a implantação das OSS nos hospitais regionais e o pagamento feito rigorosamente em dia, enquanto as demais unidades de saúde do Estado sofrem com a falta de recursos e insumos básicos. A ação, segundo os servidores, se trataria de um “sucateamento forçado” pelo governo, para justificar a implantação das organizações sociais.

“Como não tem dinheiro para recuperar a saúde e tem para pagar em dia as OSS? Oras, se nós estamos com todas as nossas unidades sucateadas, sem medicamentos, sem insumos e inclusive, acreditem, sem papel higiênico e água para os servidores que lá trabalham, como é que o governo quer pagar e está pagando Organizações Sociais?”, questionou.

O assunto, inclusive, deverá ser motivo de denúncia ao CNS (Conselho Nacional de Saúde). Ormond afirmou ao MidiaNews que um grupo de conselheiros representantes dos usuários e trabalhadores da saúde pública de Mato Grosso vai à Brasília, nos dias 7 e 8 de novembro, reclamar da atual situação vivenciada no Estado.


“Eles irão ao Conselho Nacional denunciar a situação atual da saúde em Mato Grosso. Para se ter uma ideia, as OSS estão fazendo abaixo-assinado com os usuários. As assinaturas são recolhidas pelos servidores que possuem uma meta diária a ser batida. Se você não consegue alcanças a sua meta, eles entendem que você é contra as OSS e você recebe uma advertência. Vamos denunciar isso, o sucateamento do SUS no Estado, a implantação das OSS, tudo. Denúncias, aliás, que já foram feitas ao Ministério Público Estadual”, afirmou.

A presidente do Sindimed (Sindicato dos Médicos), Elza Queiróz – categoria que também apoia o movimento contrário à terceirização da saúde – reclamou que a Secretaria de Estado de Saúde tenta impor esse modelo de gestão, sem levar em conta a vontade da população.

“A Secretaria de Estado de Saúde quer impor esse modelo de gestão e a população está mostrando que não é isso que ela quer. Nós, enquanto entidades e cidadãos, não aceitamos essa imposição, não aceitamos esse modelo pelas razões já apresentadas e estamos aqui hoje para mostrar essa indignação e pedir que realmente façam valer a democracia e cumpram a lei, como é de direito. Por isso a apresentação dessas mais de 25 mil assinaturas e do projeto de lei na Assembleia Legislativa”, ressaltou.

Justificativas

A presidente do Sindimed elencou que, entre os motivos para serem contrários à implantação das OSS, está a afronta ao que prega a Constituição Federal.

“A nossa constituição prevê a presença de um Estado forte, que tem o dever de conduzir a saúde. A saúde é um dever do Estado e direito de todo o cidadão. Então, nós cobramos que o Governo assuma esse compromisso”, disse.

De acordo com Elza Queiróz, ao implantar as OSS, o Governo do Estado prejudica tanto a carreira dos servidores estaduais da saúde quanto à população.

“Ao se privatizar a saúde, não existe concurso público para se ocupar os cargos. Isso vai contra a nossa Constituição, contra as leis trabalhistas e contra a moral, a ética e a legalidade geral. A privatização prejudica a saúde de várias formas. Por exemplo, se o servidor não é concursado, ele possui um contrato frágil. Então, ele pode sair a qualquer momento, não dá tempo desse servidor ter uma qualificação dentro do sistema para atender bem o paciente”, afirmou.

A presidente denuncia, ainda, o “rodízio de funcionários” que estaria em ação, hoje, nos hospitais onde as Organizações Sociais já foram implantadas, tanto no Estado quanto no país.


“Hoje, o que é denunciado é que se qualquer funcionário reclamar da OS, ele é demitido sumariamente. Isso é o que está acontecendo hoje no Brasil e em Mato Grosso. Não há controle social, que é feito pelos Conselhos Municipais de Saúde e das Conferências de Saúde, que representam a população. Se você vai contra esses conselhos, você vai contra a população. Então, o que acontece hoje, é uma total falta de respeito, porque tanto os Conselhos quanto as Conferências já se posicionaram contra esse modelo de gestão”, reclamou.

Falta de gestão

Ormond não poupou críticas à atual gestão da saúde, feita pelo secretário Vander Fernandes, e opinou que a situação está assim por “falta de gestão”, o que obriga o governador Silval Barbosa (PMDB) a repensar o seu secretariado atual.

“Com certeza, não faltam recursos. Os recursos que existem estão sendo mal geridos. O gestor atual está contrariando o regimento interno do Conselho Estadual de Saúde, onde foi revogada, por unanimidade, a Resolução 007, que na época aprovou o novo modelo de gestão. Nós já questionamos isso [a ocupação do cargo por Fernandes] e estamos esperando o governador Silval Barbosa colocar a mão na consciência e não deixar a saúde ficar mais em luto do que já está”, criticou.

Para a presidente do Sisma, ao continuar terceirizando a saúde, o Governo do Estado está optando por gastar três vezes mais do que seria necessário para recuperar e gerir a saúde pública em Mato Grosso.

“A gente diz que o Governo do Estado está gastando três vezes mais do que se a saúde estivesse andando a contento com um gestor honesto e que usasse o Sistema Único de Saúde da maneira mais prática possível”, afirmou.

*Retirado do Mídia News
**Via Mario Lobato 


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

1º SEMINÁRIO CATARINENSE EM DEFESA DO SUS


5 e 6 de novembro de 2012 - Auditório da Reitoria – UFSC

Programação:

14h -A Reforma Sanitária e o Sistema Único de Saúde - SUS

- Francisco Batista Júnior (ex-presidente e atual membro do Conselho Nacional de Saúde)
- Marco Aurelio Da Ros (Prof. Dr. aposentado do Departamento de Saúde Pública da UFSC)

18h30min - Conjuntura e os novos modelos de privatização na saúde: OSs, OSCIPS, EBSERH, Fundações, PPPs e outras

- Sara Granemann (Profa. Dra. da Escola de Serviço Social da UFRJ)
- Simone Hagemann (Diretora do SindSaúde e membro do Conselho Estadual da Saúde)

9h - A EBSERH e as conseqüências para o HU, a universidade e a sociedade

- Sara Granemann (Profa. Dra. da Escola de Serviço Social da UFRJ)
- Irineu Manoel de Souza (Prof. Dr. do Departamento de Administração da UFSC)
- Representante da UFPR

14h - Marco jurídico dos novos modelos de gestão da saúde

- Dr. André Stefani Bertuol (Procurador da República em Santa Catarina)
- Dra. Sônia Maria Demeda Groisman Piardi (Promotora de Justiça do MP/SC)
- Dra. Dulce MarisGalle (Procuradora do Trabalho do MPT/SC)

Uma luta de todos

Baixar panfleto Seminário
O Sistema Único de Saúde é uma conquista histórica do nosso país e que garante a assistência diária de mais de um milhão de brasileiros. Essa política de Estado, garantida na Constituição Federal de 1988 e nas Leis do SUS vem sendo sucateada e negligenciada pelos governos de plantão, que querem fazer do SUS um grande balcão de negócios.

Saúde pública é um direito de todo o povo brasileiro, garantido por lei. Mais do que isso, só o Sistema Único de Saúde oferece serviços de saúde gratuitos, de modo universal e integral, independente da faixa etária e da renda. Em pouco mais de vinte anos de SUS, muito se avançou em termos de saúde em nosso país, mas isso muitas vezes não é divulgado. Nesse curto tempo de história, o Brasil diminuiu pela metade a mortalidade infantil. Temos programas que estão sendo copiados por outros países, como o tratamento da AIDS e o programa de doação de órgãos. Sem mencionar todos os milhões de brasileiros que são atendidos nas emergências e postos de saúde todos os dias, independente da raça, idade ou renda. Será que os planos privados fazem isso?

O SUS é um sistema de saúde para todos e é amplamente fiscalizado pelo controle social, organizado nos conselhos de saúde. Além disso, o SUS é uma política de estado. Isso quer dizer que ela é permanente e não pode ser cancelada pelos governantes.

Infelizmente os governos de plantão não tem respeitado essas diretrizes, e vem ano a ano sucateamento nosso Sistema de Saúde e o entregando para a iniciativa privada para ela explorar seus lucros exorbitantes em cima da dor e da doença dos brasileiros.

Por isso, convocamos todos para essa luta

Informações:
(48) 3222.4552 - SindSaúde

Inscrições:
No site do Fórum http://www.forumcatarinense.blogspot.com.br/

Realização: FÓRUM CATARINENSE EM DEFESA DO SUS E CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES DA SAÚDE

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Veja como foi: em Juiz de Fora/MG teve atividades do “Dia Nacional de Luta contra a Privatização dos Hospitais Universitários” - 03/10/2012


Privatização do Hospital Universitário é debatida durante assembleia

Uma comissão será formada para organizar um plebiscito em 15 dias. Após a reunião, a categoria realizou um ato público

Por Lorranna Medeiros, colaboração


Uma assembleia realizada na manhã desta quarta-feira, 3 de outubro, no Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), reuniu os técnico-administrativos da instituição para discutirem a situação da unidade, em virtude da criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH).

Segundo a assessoria de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino no Município de Juiz de Fora (Sintufejuf), o ato público é necessário para mostrar à comunidade que o HU passa por problemas financeiros. Apesar das verbas recebidas para a expansão e reestruturação do HU, destinadas à compra de equipamentos e construção de prédios novos, o Ministério da Educação não está repassando as verbas para as atividades básicas da assistência. De acordo com informações da direção do HU, a unidade está redefinindo alguns pagamentos para poder adquirir medicamentos e materiais médicos e não causar prejuízos aos pacientes e às atividades de ensino.

O Sintufejuf destaca também que a categoria corre riscos, pois o governo está fazendo pressão para que todos aceitem a privatização. "Por isso decidimos criar o plebiscito. Uma comissão está sendo organizada para lutar contra a privatização." Com a criação dessa comissão, dentro de 15 dias serão organizadas reuniões, atos e a conscientização de todos que têm um vínculo com o HU. "Nós formamos a comissão que terá dois membros estudantes e dois membros professores. Todos os alunos envolvidos, funcionários e professores devem participar dessa votação, que será levada aos superiores", explica o coordenador da nova comissão, José Fanias Lima.

Ato público e novos passos



Após a reunião, os técnico-administrativos distribuíram panfletos e colocaram cartazes em frente ao hospital, para tornar público as ideias da categoria. Segundo a assessoria, é necessário que todos lutem contra a privatização e pela distribuição correta das verbas. "Deve-se buscar uniformizar as propostas. Além disso, queremos que os debates sirvam para instruir a todos sobre o que está acontecendo." Uma outra reunião foi marcada para esta quinta-feira, 4 de outubro, no HU do bairro Santa Catarina, às 09h00.

*Retirado do Acesso
**Enviado pelo companheiro Flavio Sereno Cardoso


Veja como foi: em Rio de Janeiro/RJ teve atividades do “Dia Nacional de Luta contra a Privatização dos Hospitais Universitários” - 03/10/2012


Ato contra a EBSERH no dia nacional de luta contra a privatização da saúde


Ontem foi o dia nacional de luta contra a privatização da saúde. Nesse dia, diversos movimentos, entidades e organizações realizaram protestos em todo país contra todas as medidas que signifiquem a entrega do serviço público de saúde nas mãos da iniciativa privada.

No Estado do Rio de Janeiro, as universidades se uniram num ato contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), medida que ameaça privatizar os Hospitais Universitários (HU’s).

Logo pela manhã, representantes de ADUFF, SINTUFF, DCE UFF junto a servidores e usuários, se concentraram em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro (HUAP) com faixas, panfletos e um abaixo-assinado contra a EBSERH chamando a atenção de pedestres e motoristas que passavam pelo local. Após essa agitação,os manifestantes se dirigiram para o ato unificado acontecido no Rio de Janeiro. ADUNIRIO, ASUNIRIO, DCE UNIRIO, ADUFRJ E SINTUFRJ foram algumas das entidades envolvidas nessa mobilização. Representantes da UERJ e FIOCRUZ também marcaram presença nesse ato.

Após algumas intervenções e palavras de ordem, os manifestantes partiram da praça Afonso Pena em passeata rumo ao Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (UNIRIO). Faixas de protesto, palavras de ordem criativas ao ritmo de funk e cantos tradicionais destacaram o protesto.

A campanha contra a Empresa Brasileira ganha novos apoios e adeptos. É necessário continuar somando forças para barrar os projetos de privatização do governo Dilma. Por isso o SINTUFF segue firme nesta luta. Por uma saúde pública e de qualidade que seja 100% SUS. Não à privatização! Não à EBSERH!

*Retirado do SINTUFF
**Enviado pela companheira Maria Inês Souza Bravo


Veja como foi: em Recife/PE teve atividades do “Dia Nacional de Luta contra a Privatização dos Hospitais Universitários” - 03/10/2012


Nenhum minuto de silêncio pela tragédia anunciada do SUS! Seguiremos em luta até que a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - EBSERH seja derrotada!





Neste dia 03 de outubro fomos às ruas de norte a sul do país, aqui em Recife, em João Pessoa, Campina Grande, Maceió, Florianópolis, Rio de Janeiro, Aracaju e outras cidades. Fomos juntos e lutamos de mãos dadas em defesa dos nossos Hospitais Universitários.

Em Recife nos concentramos às 08h00 em frente ao Hospital das Clínicas (HC) e o Urubserh apareceu para provocar risos. Aquele urubu mal-disfarçado de decisão democrática veio carcomer nossos históricos anos de luta pelo SUS. Veio distorcer o direito a saúde, aniquilar nossas consciências, nossa luta de cada dia. No HC, dialogamos com os usuários, pressionamos a diretoria e a entrega inevitável do HC a URUBSERH alardeada ao quatro ventos já não é mais o destino inevitável! O bicho maldito que persegue e amaldiçoa a saúde pública do país virou motivo de brincadeira, gargalhadas soltas e punhos erguidos em luta!


Seguimos em marcha, gritando frases por mais financiamento, em repúdio ao sucateamento das políticas públicas, e declamamos poesias na universidade evocando nossos antecessores que um dia cantaram em uníssono pela democracia e pelos direitos do povo! Pouco a pouco tomamos conta da BR 232, que parou diante de nós. Nossos cartazes tremulavam! O SUS é nosso, ninguém tira da gente, direito garantido não se compra e não se vende! Não, não, não a privatização! O HC é nosso e não abrimos mão!

Enfim chegamos a Reitoria, onde persistimos a uma espera de mais de 40 minutos. Persistimos com músicas, falas e batucada! Na cena a mordaça da trabalhadora arrancada pelo povo e o eco da voz presa dizia: Nenhum minuto de silêncio pelo desmonte anunciado do SUS! Seguiremos em LUTA até que a EBSERH seja derrotada!

Senhora EBSERH
Por Leandro Barbosa

Sua senhora EBSERH
Por aqui ninguém te quer
Porque tu vens com funcionários de regimes precarizados
Sem concurso estatutário e por cabides de empresários
Os únicos que gostariam de te ter nesse hospital
São um ou outro egoístas que contigo, aumentaria bastante “o seu nível salarial”

Sua senhora EBSERH
Por aqui ninguém te quer
Porque tu tens interesses lucrativos
Em vez de educação ou de saúde, já vens com sigla de serviços
Isso já mostra tua cara de empresa descarada
Que quer tratar nossa saúde como mercadoria muito cara

Sua Senhora EBSERH
Por aqui ninguém te quer
Será que pensas que somos assim, tão ingênuos?
Para aceitar que tu faças de nossos trabalhos, convênios
Com empresários da saúde privada
Para explorar nossa saúde de forma mercantilizada

Sua Senhora EBSERH
Por aqui ninguém te quer
E por fim... dizemos a você:
Deixe o nosso direito à Saúde e o SUS em paz
Eles não são objetos de lucros empresariais
Vá embora pra Brasília e nos deixe com autonomia
Pra gerir nosso HC e nele lutar por democracia.

Veja mais em:

Ato contra a EBSERH
http://forumrecifense.blogspot.com.br/2012/10/ato-contra-ebserh.html

*Enviado pela companheira Marcela Vieira


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pela Revogação da Lei das OS´s

Prezados(as) dirigentes sindicais,

Atendendo apelo da coordenação do movimento pela revogação da Lei das OS´s, solicitamos o esforço de todos para a coleta das assinaturas ao abaixo assinado endereçado a Presidenta Dilma Rousseff. Segue, como anexo, formulário para coleta de assinaturas.

Solicitamos ainda que os abaixo-assinados já preenchidos sejam entregues no SINTESPE até o próximo dia 23 de novembro, de forma a garantir uma grande representatividade na luta em defesa dos serviços públicos e contra a privatização ou terceirização da saúde pública em SC e em todo o país.

Diretoria do SINTESPE

 


Em Defesa dos Serviços públicos pela revogação da Lei das OSs
DATA: DIA 1 DE DEZEMBRO EM BRASILIA, ÀS 14 horas
LOCAL: Centro de Convenções Ulysses Guimarães


No encontro realizado em Florianópolis no dia 23 de julho de 2011, firmamos o compromisso de “organizar uma nova reunião nacional pela revogação das OSs, por ocasião da entrega do abaixo assinado à presidenta Dilma Rousseff no final do ano (tendo como referência a conferência nacional da saúde)”. A abertura oficial da conferência acontece no dia 1/12, na parte da manhã.

Agora, chegou à hora irmos a Brasília entregar os abaixo assinados à Presidenta Dilma, exigindo a revogação da lei 9637/98, bem como para discutir a continuidade dos passos que daremos em nossa luta. Companheiros é preciso então recolher os abaixo assinados nos estados.

Durante esses meses várias atividades, debates, encontros, panfletagens, atos foram realizados para difundir nossa luta e buscar barrar a ofensiva dos OSs nos estados e municípios, algumas vitoriosas, outras parcialmente, mas em nenhum momento abaixamos a cabeça diante da luta.

Contatos: mariaclaudia@sintespe.org.br ou joao.bgomes@yahoo.com.br

terça-feira, 15 de novembro de 2011

DIA 17/11 ÀS 13H - ATO EM PROTESTO CONTRA PRIVATIZAÇÃO DO SAMU

Atenção todos os companheiros que lutam contra a privatização da saúde e o desmonte do patrimônio público: na próxima quinta, 17 de novembro será realizado um ato em protesto contra a privatização do SAMU.

local: frente à Secretaria de Estado da Saúde (SES) (rua Esteves Júnior... rua da policlinica, antigo INSS).

hora: 13:00 horas (nesse horário o secretário da saúde estará em reunião da BIPARTITE negociando a entrega da gestão do SAMU para Organização Social).

Por favor, compareça, proteste, divulgue, chame a todos que lutam contra a destruição de nosso patrimônio, diga NÃO às OSs em Santa Catarina.. Vamos protestar em frente a SES; até quinta.
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